Os servidores municipais de Porto Alegre aceitaram o reajuste salarial de 5,26% no vencimento básico proposto pela prefeitura da Capital. A decisão foi tomada na assembleia geral realizada na última semana. O aumento será pago já na folha de pessoal de maio.
No entanto, a presidente do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), Carmen Padilha, afirmou que a categoria quer continuar negociando as demais reivindicações. "Queremos que a prefeitura reconheça as perdas salariais, por isto pedimos os 10% já, mesmo que seja com pagamento parcelado", disse.
Carmen explicou também que a categoria negocia a incorporação do abono complementar para os servidores que ganham abaixo do mínimo nacional e a definição de um plano de saúde para os trabalhadores.
Os municipários decidiram ainda que vão paralisar as atividades na próxima quarta-feira, dia 26. No período da manhã, eles realizarão um ato público em frente ao Paço Municipal e, às 15h, uma nova assembleia no Centro de Eventos do Parque Harmonia.
O secretário de Coordenação Política e Governança Local, Cezar Busatto, afirmou que a prefeitura está disposta a continuar negociando todos os itens da pauta de reivindicação da categoria, desde que não gerem impacto financeiro. "A proposta econômica foi feita. Assim que recebermos oficialmente a resposta do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre, o prefeito José Fortunati autorizará a inclusão dos valores do reajuste na folha de maio que será paga no último dia útil do mês", garantiu o secretário Busatto. Vale-alimentação passará a R$ 12,00 Mesmo sem acordo, a administração municipal anunciou que aumentará o vale-alimentação de R$ 10,85 para R$ 12,00. Também garantiu o envio, para a Câmara de Vereadores, do projeto de lei que autoriza o pagamento do abono complementar aos 3.327 servidores com salários abaixo do mínimo nacional.
Com o reajuste de 5,26% aos 20 mil trabalhadores do município, a folha de pessoal ativo passará de R$ 94,7 milhões para R$ 99,4 milhões ao mês. Outros R$ 800 mil mensais serão acrescidos na folha dos inativos - hoje de R$ 16 milhões. O abono vai gerar um impacto de R$ 3 milhões ao ano nos cofres da Capital.
Jornal Correio do Povo, em 23/5/10 Foto: Cristiano Estrela |