'Inclusão Escolar e Interface com a Assistência Social' foi o tema discutido no 3º Ciclo de Debates promovido pela Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara Municipal de Porto Alegre nessa semana. O evento, coordenado pela vereadora Sofia Cavedon, teve como primeira palestrante Zélia Albuquerque, pedagoga em Educação Especial e psicopedagoga, que falou de sua experiência com alunos especiais, desenvolvida na Escola Municipal Martin Aranha. 'Trabalhamos na Sala de Integração e Recursos (SIR), no turno oposto às aulas.' Ela explicou que essas salas são adaptadas com computador e jogos que ajudam a recuperar etapas que não foram oportunizadas às crianças. 'Elas conseguem cantar, ter postura adequada para alimentação e trato na higiene pessoal que precisam ser reforçados cotidianamente', enfatizou a pedagoga, lembrando que os familiares também são conscientizados; e que o Ministério da Educação pede que as escolas façam específica avaliação dos alunos.
Na palestra, a pedagoga comentou as dificuldades enfrentadas pelas escolas especiais quando as crianças chegam com diagnóstico médico atestando que não há possibilidade de recuperação. Zélia comentou sobre o parecer 13, do Conselho Nacional de Educação, que visa o fechamento das escolas especiais. Defendeu reestruturação curricular, além da adequação arquitetônica, como rampas e banheiros. A segunda palestrante foi Rosane Arostegui de Azevedo, pós-graduada em Filosofia clínica, que trabalha na Faders. Ela disse que somente a Constituição de 1988 passou a prever políticas públicas para a assistência social. E defendeu que a recuperação de uma criança especial precisa passar, necessariamente, por três etapas. 'O primeiro passo é a escola; depois vem a questão da saúde; e logo após o trabalho de assistência social.'