Os trabalhadores em educação do município de Porto Alegre decidiram hoje (19/8) exigir do governo a suspensão imediata das aulas, devido à epidemia de gripe A (H1N1). Professores e funcionários de escolas preocupados lotaram o salão da Igreja Pompeia na assembleia da categoria, chamada pelo Simpa e pela Atempa. Após o evento, uma comissão foi recebida pelo secretário municipal de Gestão e Acompanhamento Estratégico (SMGAE), Clóvis Magalhães, e pela secretária municipal de Educação, Cleci Jurach. Eles ficaram de estudar o assunto e se posicionar amanhã durante reunião com o prefeito e o Comitê de Enfrentamento da Gripe A. Os municipários realizam nova assembleia na sexta-feira (21/8), à tarde, para avaliar a decisão do governo.
Segundo o diretor-geral da Atempa, Flávio Helmann, os trabalhadores estão alarmados com os riscos de propagação da contaminação na comunidade escolar, diante das atuais condições de trabalho nas instituições de ensino.
Conforme relatos de professores, há muitos casos de gripe entre os estudantes, que hoje não estão contabilizados pelos dados oficiais, já que o atendimento é precário. “A perícia médica da Prefeitura não está atendendo a demanda de colegas com orientação médica de afastamento e ainda exige agendamento prévio, que leva em média 48 horas”, denuncia Helmann. Além disso, de acordo com ele, as famílias estão com dificuldades em atender o chamado das escolas para buscar crianças com febre”.
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